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No exercício da Fé
Intuição e Inspiração
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Uma visão sobre a dor
Aprimoramento moral
É necessário crescer
Religião aliena?
A Morte do Fantasma
Artigo "Conhecereis a Verdade..."
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Feliz Natal!
 
No exercício da Fé

No exercício da Fé

                          Comunidade Espírita A Cada do caminho

                          Iriê Salomão de Campos

     

 Desde os tempos remotos do Evangelho, os leais seguidores de Jesus sofrem atribulações e perplexidades no sincero exercício de sua fé. É Paulo de Tarso, em sua carta aos Coríntios, quem chama nossa atenção para tal fato: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados”. Ainda nos primeiros passos do Cristianismo, na velha Jerusalém, os devotos sofriam todo tipo de escárnio; na Roma dos Césares, ao persistirem na fidelidade ao Cristo, eram lançados aos leões, jogados ao circo, por ensinarem exemplificando o amor fraterno e a verdade. No mundo das sombras medievais, os mandatários de então se esforçaram para nublar a mensagem do Cristo, acendendo a fogueira da ira do crucifixo, impondo tormentos inenarráveis através dos tribunais religiosos da Santa Inquisição.

  A humanidade reencontra o Cristo redivivo nas profundas lições trazidas pela espiritualidade maior, através do brilhante trabalho da Codificação Espírita realizado por Allan Kardec. Nem por isso, as atribulações se desfizeram. Mesmo com toda inegável evolução da sociedade e suas leis, os fiéis seguidores do Mestre de Nazaré são chamados às contas, vez por outra, com rudeza, por divulgarem a mensagem consoladora desprendidos de qualquer outro objetivo que não seja o progresso espiritual da sociedade, na qual estamos inseridos. Tal como ensina o Evangelho: “Fora da caridade não há salvação”. E qual a maior caridade, senão espalhar a mensagem de Jesus a todos que dela tanto necessitam? Quantos sofrem por desconhecerem as belezas das mensagens consoladoras e instrutivas que vêm do alto em respostas às preces sinceras?

O exercício da fé não mais exige a dor física, o flagelo; os tempos são outros, os esforços pessoais é que são os mesmos. A conquista da fé exige o burilamento íntimo, o apaziguamento dos nossos corações, para que o equilíbrio se faça onde formos. Esse é o nosso esforço, dele e por ele brotarão atribulações e perplexidades, assim também foi com o Cristo que as sofreu na semeadura dos seus ensinos. É indispensável o esforço na jornada, sem angústia ou desânimo e sim com a certeza de seguirmos ao encontro do Divino Mestre.

 
 
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