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Tempos de destemperanças se aproximam trazidos por duas grandes paixões deste povo, a política partidária e o futebol, quem sabe, não exatamente na mesma ordem, de acordo com o gosto de cada um. Fato é que ninguém em sã consciência se manterá distante das ocorrências visto o envolvimento emocional compondo a grande onda ufanista. No interior da torcida perdemos a identidade compondo um todo “verde e amarelo” gritamos vibrando o gol, feito ou perdido; a falta ou pênalti não apontado. Nas discussões políticas defendemos os interesses particularistas de um grupo, partido político ou pessoa, em detrimento das realizações dignas. Ficamos da arquibancada gritando. Hora pelo gol hora pela eleição transferimos para a camisa do time ou sigla política as esperanças de realizações, em geral pífias. Enganando-nos seguimos em desleixo feito agricultores desatentos, lançando sem cuidado sementes no terreno contaminado. Deitados à rede preguiçosos, mantendo-nos na infantil esperança de boa colheita não merecida. Como houvesse milagre. Não existem privilégios nas Leis de Deus, bem sabemos. Objetivando a boa colheita é necessário: semear, cuidar do campo, responsabilizar pelo fruto e entregá-lo pronto e saudável. Assim também é com o ser humano, Detendo os olhos no mal, não veremos se não as sombras. Utilizando a língua como instrumento de críticas e mentiras constantes. Teremos a boca, serva da crueldade e do crime. Aí está o perigo dos momentos vindouros. Ouvidos, olhos e línguas afiados e atentos ao caos mundano. O futebol nem tanto: se conquistarmos a vitória comemorações e alegrias, caso contrário (esperamos que não) demissões, explicações daqui dali e tudo como dantes. Mas, na política; o zelo é exatamente o mesmo do semeador. Pois tudo que escolhemos para sentir, pensar e fazer encontraremos auxílio, pois nunca estamos sozinhos. Por viver em um organismo social precisamos aprender o ensino de Jesus destacando aqui o “crescei e multiplicai”, lamentavelmente por estreiteza de inteligência pensamos apenas no aspecto reprodutório e graças à genialidade de Emmanuel, pelas mãos do querido Chico Xavier encontramos o verdadeiro e eterno sentido de crescer e multiplicar: “Ao criar a criatura, determinou o criador que tudo se crie na criação”. Crescer além do físico, criar-se em espírito e verdade, conservando os ouvidos, boca e braços a disposição do trabalho e tarefas no Bem. Estendendo nossas realizações à emoção mais pura, auxiliando sempre, pois é através do auxílio que influenciamos beneficamente a quem nos observa, atraindo para nós a simpatia e a cooperação sincera. Crescer é elevar-se em emoções. Fiscalizando nosso coração, teremos sempre na medida do que fazemos, em colheita de treva ou luz, conforme a sementeira praticada. |