Comunidade Espírita A Casa do Caminho
Iriê Salomão de Campos
Intuição e Inspiração
Em recente capítulo de uma novela, a personagem vivida pela atriz Lilia Cabral interpretou a cena, na qual pressentiu algo de muito grave no exato momento em que sua filha, em lugar distante, sofria violentíssimo acidente. Trama à parte, temos aí um ótimo exemplo do fenômeno chamado pressentimento. Não acredito incorrer em erro ao afirmar que todos nós em algum momento já viveu essa sensação.O desenvolvimento tecnológico permitiu a localização no cérebro do ponto exato onde se manifesta o pressentimento. Mas para por aí, sua origem é um mistério, que fomenta inúmeros trabalhos mundo afora.
Allan Kardec em O Livro dos Médiuns nos traz sublimes informações transmitidas por espíritos superiores, que explicam ser o pressentimento uma vaga intuição de acontecimentos futuros; esta faculdade comum varia segundo características pessoais. Tal fenômeno é conhecido entre os espíritas também como “dupla vista”, que permite ver o encadeamento natural dos fatos. É interessante notar que ocorre simultaneamente ao evento, não permitindo nossa interferência sobre ele. Na mesma linha de raciocínio, temos a inspiração que de modo quase automático ligamos ao universo das artes, mas nos é cotidiano. Chega à matéria emitida por espíritos amigos com objetivo maior de auxiliar. São os guardiões espirituais, que tudo fazem para nos manter no caminho do progresso, aproveitam-se de nossa compenetração no exercício de uma determinada tarefa e assopram a solução para o que nos aflige, naquela dúvida não solucionada pela inteligência e cultura pessoal, como um novo programa de computador, um instrumento capaz de conduzir a humanidade a alçar voos de progresso moral, jamais imaginado. A inspiração é a orientação, que vem do espírito momentaneamente fora do corpo, para
aquele que está encarnado. ”
Por isso é tão importante o ensino de Jesus: “Orar e Vigiar”, porque a oração nos une aos emissários do Cristo, equilibrando as emoções e amparando. A vigília nos desperta a atenção para as atitudes com o próximo. Orando e vigiando, caminhamos na senda da dignidade e nos tornamos canais abertos às mensagens do Alto. O ser humano que “ora e vigia” recebe a intuição e ou a inspiração, independente da tarefa a ser executada no serviço do Bem. É o trabalho do ser humano médium com Jesus.
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