Religião aliena?
Comunidade Espírita A Casa do Caminho
Iriê Salomão de Campos
O grande cientista Karl Marx afirmou que a religião é o ópio do povo, no que tem razão, observando o aspecto de materialidade abundante nos ritos arcaicos presentes nos templos e a evidente separação entre as coisas do homem dos ensinamentos de Deus, que vieram ate nós pelas abençoadas palavras e exemplos de Jesus. Ele, o filho dileto de Deus, não se trancou num monastério nem se refugiou foi à luta junto ao povo, fazendo-se um deles sem perder um segundo se quer a divindade. Ensinou o amor, o perdão, salpicou de humildade todo aquele que sentiu a mensagem, mas antes de tudo, guardou o respeito às leis como fonte primeira de todo passo para o progresso. A César o que é de César e a Deus o que é de Deus ensinou ao ser inquirido sobre o pagamento de impostos. O direito é campo de elevação espiritual no sentido que disciplina o homem no convívio social, trazendo à tona o exercício da fraternidade, ou seja, do amor ao próximo. Se rompida a disciplina, a sociedade entra em rota de colisão consigo mesma. A ambigüidade no comportamento deixa claro isso; o pai pede disciplina do filho ao tempo que não respeita as leis de transito, o professor exige ser respeitado e sequer é pontual para entrar em classe, o político promete mundos e fundos, se esquece da lei que jurou cumprir. A responsabilidade é de todos, do senador que escamoteia dinheiro público, o deputado que se esconde atrás do sorriso de Monalisa, ou do gari que não cumpre o dever que lhe cabe responsabilizando o baixo salário ou o superior que o desagrada. Certamente, tais cidadãos são devotos da religião alienante, que tudo prometem em troca disso ou aquilo, mas não educam para o progresso moral, que resulta incontestável no avanço social. Se o direito é campo de elevação, nos ensina Chico Xavier: o direito é fonte de elevação, aberto a todos os espíritos, o dever é zona de serviço peculiar a todos. Respeitar as leis terrenas não ferindo as Leis de Deus que são eternas, desta forma, seremos religiosos sem alienarmo-nos, visto que estamos realizando uma grande revolução social tendo por arma o bom uso do livre arbítrio e o alvo o respeito a Deus quando na lida diária glorificamos o Bem, fazendo em nossas atitudes ecoar as palavras do Cristo, revividas por Kardec onde aprendemos Amar a Deus sob todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.